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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Que fazer com a crise da imprensa? PDF Print
Tuesday, 02 February 2010 23:09
foto de TalkingTree - http://www.flickr.com/photos/stevenerat/75959595/
Nos últimos anos centenas de jornais fecharam na Europa e perderam-se milhares de empregos no sector. Crise na imprensa traduz crise democrática…
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) promoveu no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma reflexão sobre a situação do jornalismo no espaço europeu também à luz da crise económica e social. “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?” foi o título escolhido para a conferência.
O ideal jornalístico foi, desde sempre, associado à procura da verdade, ao comprometimento com a democracia e com a liberdade de expressão.
Sabemos que uma grave crise económica e social, como aquela que vivemos hoje, atinge todos os sectores da nossa vida, mas tendemos a esquecer-nos de como essa crise pode ser também transversal aos meios de comunicação e à própria cobertura jornalística.
As estratégias de mercado influenciam directamente o futuro dos media, mas até que ponto os Estados podem intervir neste processo e em que medida a União Europeia pode e deve legislar?
Foi para tentar responder a algumas destas questões que a Federação Internacional de Jornalistas organizou a conferência “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?”, com profissionais do sector e com representantes das Instituições Europeias.
Os constrangimentos económicos conduziram a um grande desenvolvimento dos media online, “que se traduz numa fragmentação da informação e numa investigação mais redutora dos temas e das fontes”, defendeu J. P. Marthoz, jornalista no Enjeux Internationaux.
Mas a necessidade de produzir “rápido e barato” tem consequências graves para os jornalistas e para o próprio modelo de funcionamento, segundo Jeremy Dear, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas do Reino Unido. “Nos últimos anos, 101 jornais fecharam, milhares de empregos foram perdidos, vários (jornais)diários passaram a semanários, e outros que eram pagos, passaram a gratuitos”. Só no Reino Unido
Para evitar um desastre ainda maior a nível da qualidade dos conteúdos informativos e a nível do desemprego no sector, Aidan White, secretário geral da Federação Europeia de Jornalistas, explicou a necessidade de acções políticas e de apoios nacionais e europeus. “Precisamos de conseguir criar novos modelos corporativos, comerciais, modernos, informativos, mas que prestem um serviço público para salvaguardar a produção e o interesse público”.
“A Comissão e o Parlamento devem falar dos constrangimentos económicos e de como podemos fazer face, por exemplo, ao gigante Google, com os seus cinco milhões de publicidade”, acrescentou C. Elliot do jornal Guardian.
Aidan White terminou a conferência perguntando aos representantes das Instituições Europeias o que já está a ser feito neste campo para evitar o rompimento com um jornalismo independente e de qualidade na Europa.
Mas a resposta de Adam Watson-Brown, da Comissão Europeia, ficou-se por um rápido comentário: “resumirei as preocupações relativas à produção de notícias e ao seu financiamento aos meus superiores”.