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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

E Tony Blair chorou... PDF Print
Wednesday, 01 September 2010 15:16
Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e, juntamente com George W. Bush, um dos principais responsáveis pelas guerras do Iraque e do Afeganistão, afirma que chorou "muitas lágrimas" pelos seus compatriotas vítimas dos conflitos. "Lamento com cada fibra do meu ser as perdas dos que morreram", escreve Blair no seu livro de memórias, "A Journey", posto à venda simultaneamente com o anúncio do fim das operações de combate norte-americanas em território iraquiano. O ex-primeiro ministro, escolhido depois para encabeçar as fracassadas diligências do chamado "Quarteto" para o Médio Oriente, confessa que "as lágrimas, embora tenham sido muitas", não compensam as perdas. No entanto, acrescenta. não lamenta a invasão do Iraque porque o mundo "ficou melhor" sem Saddam Hussein. O que Blair não esperava, segundo as memórias, era "o pesadelo" que se seguiu ao derrube de Saddam Hussein. Um dos aspectos da sua governação de que Tony Blair está arrependido é o de ter proibido a caça à raposa. O autor recebeu mais de seis milhões de euros adiantados pela publicação do livro.